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Planejamento, Programação e Controle da Produção - I Na área de planejamento, programação e controle da produção têm-se verificado um aumento no uso de sistemas computacionais de apoio operacional que buscam englobar múltiplos e complexos aspectos que intervêm nos processos de produção e, por isso mesmo, difíceis de serem analisados de forma racional por planejadores.
Por:Ronaldo S. Ramires () Publicado:12/08/2009Visitas:1665 Dificuldade:Intermediário
Como a KAPP-sistemas pode melhorar o rendimento do meu negócio?
A proposta da KAPP-sistemas® é customizar o aplicativo de Planejamento, Programação e Controle de Produção para cada empresa de acordo com a sua necessidade, gerando o menor número possível de telas, rotinas, e relatórios, pois entendemos que desta maneira o dia a dia dos usuários pode ser mais bem aproveitado. E usuário melhor aproveitado gera maior retorno financeiro para empresa, e fica menos propenso a erros, gerando ainda mais economia. Com isso, temos o chamado ciclo virtuoso de melhoria continua.
Para entender um pouco de planejamento e seus conceitos, vamos a algumas definições. Atualmente podemos dividir o Planejamento de produção em 3 grandes modelos a saber:
Tipo de Indústria:
Modelo Adotado para Planejamento:
Produção Seriada Continua
Balanceamento de Linhas / Linhas Dedicadas
Lotes
Seqüenciamento e Gerenciamento de Estoques
Sob Encomenda ou Sob Projeto
PERT, Malhas, Redes
Para todos os casos são aplicáveis os conceitos de planejamento de necessidades materiais e de mão de obra (recursos).
MRP II - MANUFACTURING RESOURCES PLANNING
MRP - MATERIAL REQUIREMENTS PLANNING
(Planejamento de Recursos de Manufatura e Planejamento de Necessidades Materiais)
O MRP como hoje o conhecemos somente viabilizou-se com o advento do computador. O MRP hoje em dia integra os departamentos de uma empresa em um conceito chamado ERP (Enterprise Resource Planning). Empresas como SAP, Microsiga, RM, Oracle tem suas próprias versões de ERP. Alguns custam milhões de dólares para implantar e a experiência diz que nem sempre são garantia de sucesso para a atividade empresarial. Por quê? Geralmente o motivo é o mesmo: Falta de conhecimento técnico por parte da equipe, cortes em treinamento com o objetivo de baratear a implantação, e falta de atitude proativa da diretoria ou gerencia. O que é isso? Alguns empresários praticam diferente do discurso que fazem. Ou esperam soluções mágicas caindo do Céu!
Os sistemas de MRP são "maquinas" que processam informações. Imagine um espremedor de laranjas. O suco será de tão melhor qualidade quanto à qualidade das laranjas que você tiver. Essa definição não é muito acadêmica, mas é a melhor! Imagine também que, quanto menos laranjas você espremer, menos suco você terá. Portanto amigos, poucos inputs representam poucos outputs.
Teoria das Restrições – Manufatura focada nas limitações reais do ambiente de trabalho
No final da década de 70, uma nova teoria foi desenvolvida por um físico israelense chamado Eliahu Goldratt, que ficou conhecida como Teoria das Restrições. Fruto desta teoria, e de um modo extremamente elegante de pronunciar seus pensamentos, o trabalho foi apresentado na forma de uma novela escrita, o famoso livro “The Goal” ou “A Meta”, em português. O mesmo autor continuou a escrever e desenvolver suas teorias, também apresentado em outras novelas, como “Corrente Critica”, “Não é Sorte” e “Síndrome da Agulha no Palheiro”.
A teoria das restrições trata do grande problema de administração de chão de fabrica, que são os recursos finitos. Até então, o MRPII tratava os recursos como sendo infindáveis, gerando com isso, programas de produção muitas vezes inexeqüíveis, exigindo a interferência humana com muita freqüência.
Hoje alguns softwares trabalham baseados nos conceitos da teoria das restrições, com excelentes resultados para os usuários. As maiorias dos sistemas de ERP utilizam módulos externos para processamento de regras de programação da produção.
Cada ambiente de manufatura merece uma modelagem especifica e neste ponto todos os pacotes de ERP são falhos, pois ao tentar incorporar as características de todos os tipos de negócios, acabam por colocar diante do usuário opções, telas e cadastros inúteis.
Abaixo, uma rápida olhada nos conceitos e definições do planejamento da produção, do ponto de vista de quem trabalha com isso no dia a dia.
BOM: Bill of. material, lista de materiais, arvore de produtos ou estrutura de produto são alguns dos nomes dados a representação dos relacionamentos entre quantidades utilizadas para fabricação de um produto.
Demanda: Demanda pode ser dependente ou independente. Dependente quando ela depende de outro item dentro da BOM. Independente quando depende apenas do mercado, de vendas ou do estoque de produtos acabados
Produto Acabado: É o nome dado ao produto em sua forma final para venda ou armazenagem. Sempre possui uma BOM. Lembre-se: SEMPRE! Este conceito é muito importante. Também chamamos de item pai.
Produto em Elaboração: É o nome dado ao produto em sua forma intermediaria, ou seja, durante o processo de fabricação. Também chamado de componente ou item filho dentro de uma BOM.
Lead Time: É o intervalo de tempo necessário para se fabricar um determinado produto ou lote de produtos, contando-se ai os tempos de fabricação propriamente ditos, além dos tempos burocráticos como, por exemplo, o tempo gasto entre receber um pedido, processar e colocar ordens dentro da fabrica. A estes tempos somam ainda tempos de fila (tempo que o produto aguarda sua vez para ser processado em um equipamento), setup (tempo de preparação de equipamentos para processar um determinado produto), tempos de movimentação dentro da planta fabril, tempos de expedição, etc.
Planning: Termo genérico usado para o ato de planejar. Como de costume, é mais um termo com correspondente na língua portuguesa, mas, porém, deu-se preferência ao longo do tempo em utilizar o termo da língua inglesa
Scheduling ou Seqüenciamento: Outro termo em inglês associado ao ato de montar um planejamento de produção ou seqüenciamento de ordens de fabricação. Aqui cabe uma ressalva que o termo é difundido realmente como seqüenciamento no sentido literal da palavra, ou seja, com base em diversas ordens de fabricação, monta-se um roteiro com a exata seqüência para fabricação.
MPS: Master production schedule ou planejamento mestre da produção, podemos dizer que é o uma seqüência ou plano amplo em função de um determinado período que normalmente é medido em meses ou até anos, levando-se em consideração a capacidade de processamento da planta.
Necessidades: Podem ser brutas ou liquidas, considerando-se o MPS, a arvore de produtos e os estoques, necessidade bruta é exatamente a quantidade de cada componente da arvore do produto multiplicado pela quantidade do produto acabado solicitado no MPS, e necessidade liquida é exatamente a mesma conta, porém subtraindo-se as quantidades em estoque de cada item da arvore de produtos.
Ordens de Fabricação: É o documento que contém as informações vinculadas ao processo de produção e execução do MPS. Contém informações sobre quantidade a produzir, método a ser utilizado, tempo de processamento, serve de registro para a produção indicar quando e com o que determinado componente ou produto foi fabricado.
Ordens de Compra: É o documento que contém as necessidades de matéria-prima que devem ser compradas para a fabricação dos componentes e produtos.
CRP: Capacity Requeriment Planning, ou calculo de necessidade de capacidade, esta relacionada a quantidade de recursos necessários para execução do MPS. É neste processo que são geradas as ordens de compra e fabricação. Também serve de base para identificar prováveis "gargalos" ou restrições no processo de produção.
Gantt: O gráfico de gantt é uma ferramenta utilizada para representar ao longo de uma escala de tempo a execução de um determinado plano de fabricação.
Gargalo ou Restrição: Qualquer coisa seja recurso ou material que impeça ou restrinja a execução do plano de fabricação ou MPS.
JIT ou Just in time: É uma filosofia, não uma ferramenta como alguns dizem, na qual tudo se baseia no fato de que devemos produzir apenas o que precisamos e na hora exata em que precisamos. Para se ter uma idéia, qualquer coisa além do mínimo necessário de recursos para se produzir uma unidade de determinado produto é considerado desperdício.
Make to stock: Gerar ordens de fabricação ou compra sem um pedido, porém que se tenha conhecimento prévio de demanda em determinado momento futuro. É um recurso utilizado, por exemplo, para prevenir desabastecimentos ou falta de mercadorias em mercados sazonais, por exemplo, um fabricante de ovos de páscoa pode começar a produzir para estoque muito antes da época, pois caso contrario não teria como atender ao pico de demanda na semana do coelhinho!
Make to order: Gerar ordens de fabricação e compra contra o recebimento de um pedido.
Assembly to order: Gerar ordens de montagem de acordo com a demanda do mercado, ou pedidos de clientes.
Assembly to stock: Gerar ordens de montagem de acordo com a sua necessidade interna ou para reabastecer um sistema de estoque, baseado em políticas mínimas, cíclicas, rotativas.
Estes são alguns dos termos utilizados dentro de um ambiente de PCP. Claro, existem muitos outros, porém eu sempre cito estes como principais, pois formam a base do conhecimento do planejamento da produção nos tempos atuais.
Para conhecer melhor os aplicativos da KAPP-sistemas, acesse nosso site www.kapp-sistemas.com.br.
Ronaldo S Ramires é Diretor Técnico da KAPP-sistemas, Tecnólogo de formação, com mais de 20 anos de experiência em chão de fabrica, planejamento e métodos e processos. Também é entusiasta do MS-Access.